e hoje eu teria muitas coisas para contar…
mas a preguiça ta muito grande!

um resumo para, quem sabe, eu escrever no futuro seria:

1º é incrível o amor de um pai para com os filhos! Não se mede barreiras quando o assunto é o bem estar da prole! Infinito!

2º a simplicidade dessa família me surpreende! Desmonta os meus conceitos terrenos de paz!

Hoje veio aquela inspiração! Comecei a compor antes mesmo de pegar no violão, o que é uma coisa rara, mas esbarrei no muro de “O QUE FAZER DEPOIS”. Fui inibido pelo medo de qual conclusão os acordes me dariam.

Quem sabe eu ainda termine…

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sabe…já faz tempo que eu quero pedir perdão

por palavras, atitudes sem razão.
quantos passos dados sem nenhuma direção.

sabe…mandaria pra você esta canção
mas seria mais um ato de contradição
que estraga o teu sorriso, mais um motivo em vão
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Lembranças!

Confesso que a vontade de escrever tem sido maior do que a capacidade de organizar as palavras. Mas escrever é preciso! (lê-se: materializar os pensamentos é preciso!)

A ultima semana foi de balanço. Balanço de um ano que passou de uma forma muito inesperada. Pode parecer complicado compilar 365 dias em 7, mas a verdade é que as lembranças excedem o conceito do tempo. A memória pode fazer com que passemos horas refazendo fatos de poucos segundos e gastemos uma palavra pra lembrar de uma rotina de anos.

 Fato! Deus criou o mundo em 6 dias e no sétimo descansou, o que me faz acreditar que para coisas não palpáveis, o tempo não é parâmetro.

Elas, as lembranças, aceitam completamente o conceito de bom ou ruim, independente de quanto tempo é necessário para desembrulhar o pacote de palavras, sentimentos e intenções buscado. Vi que depois de colocadas no lugar de lembranças, recebem  esse rótulo de qualidade, e quanto a isso, é curioso perceber uma outra característica. Lembranças são alocadas uma dentro das outras. São como uma cascata de caixinhasconsegue visualizar? É fácil perceber se você buscar algo que lhe era bom, mas de alguma forma, essa tal memória, está atrelado a uma outra coisa ruim. O que era bom está dentro de um algo ruim. Então, por instinto, você se condiciona a lembrar ou não, pondera se está disposto a abrir a caixinha do ruim, para lembrar o que foi bom. Me arrisco dizer que o amor é centro do conjunto. Ele se encaixa dentro de todas as caixinhas de lembranças. Lembrar que ama alguém é abrir uma por uma dessas lembranças, boas e ruins, sentir o calafrio causado por elas, bons ou ruins, e no final de toda essa procura, se perceber disposto a lembrar do amor após todas as hipóteses do caminho. E isso se aplica a todas a áreas de relacionamento da vida. Precisamos amar as pessoas para conviver com elas. Quanto maior o tempo de convivência, maior o agrupamento de caixinhas…lembranças!

Então, nessa ultima semana, fiz uma busca racionalmente. A colocação do que se passou no lugar de lembranças. E isso é abrir um a um, cada detalhe armazenado do que se passou, para saber dentro de quê cada um iria.

Vi que deixar só o tempo cuidar das lembranças é esconder sujeira debaixo do tapete.
É preciso coragem para limpar a… sujeira.
Admitir falhas e acertos é fortalecer decisões.
Se apegar ao que foi dito, mesmo que as vezes não seja a verdade, não nos justifica, garante imunidade!
Adrenalina é bom, mas somada a erros gera prejuizos que podem ser inreversíveis.
As coisasdão errado quando há chance de darem certo.
E como é natural, vi lá, guardado, o meu pacote de situação. Cada palavra, sentimento e intenção. Compactado!

Foi prazeroso ver, que quando organizado, as coisas ocupam bem menos espaço.
Foi bom ver que nada deixou de existir.
Foi gratificante perceber que agora, quando estou andando pelo meu eu, sei exatamente onde cada memória está.
É curioso perceber que a responsabilidade de lembrar é só minha!

Um silêncio!
Simplesmente afirmo que pouco sei sobre mim! Que crise é essa? Logo eu, que tinha tanta certeza de mim. Tenho!

Outro silêncio! Uma respiração um pouco mais densa!
O fato é que pra algumas coisa, não existe remédio.